Um mês após professor brasileiro sofrer AVCs no México, família consegue repatriá-lo em UTI aérea
23/01/2026
(Foto: Reprodução) Professor Wagner de Oliveira Fernandes
Acervo pessoal
Um mês após sofrer acidentes vasculares cerebrais (AVCs) no México e ser internado no país em estado grave e inconsciente, o professor de história Wagner de Oliveira Fernandes, de Limeira (SP), foi trazido de volta ao Brasil por sua família.
Os familiares relatam falta de suporte do governo brasileiro e realizaram uma vaquinha e um empréstimo para fazer a repatriação, por meio de viagem em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea.
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Esposa de Wagner, a médica Silvana Penachione contou que estava com ele em uma viagem de férias. A intenção do casal era conhecer a história das civilizações pré-colombianas e a história do México.
No entanto, durante a estadia no país, no dia 9 de dezembro de 2025, Wagner sofreu uma arritmia cardíaca. No dia seguinte, foi internado. Já no dia 12, sofreu um AVC.
"Cheguei para visitá-lo e, na maca, percebi o AVC. Eu fiz o diagnóstico de AVC dele. Os profissionais do hospital não haviam percebido [...] Para resolver esse AVC, ele fez uma trombectomia, procedimento invasivo e arriscado. Após isso, teve pequenos focos de AVC hemorrágico secundários, porém, pequenos", detalhou a esposa.
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Retorno ao Brasil
A viagem de volta durou 24 horas, entre deslocamentos de ambulância, escalas e voo. Agora, Wagner está internado em Campinas (SP).
Segundo Silvana, ele está estável e teve, como sequelas, afasia e hemiparesia. O foco, atualmente, é a reabilitação e conseguir cama hospitalar, cadeira e fisioterapia adequada.
"A dor foi em muitas camadas. Passar por um AVC já é difícil. O que passamos foi bastante assustador. O Wagner é realmente um ser humano amável e generoso. Ele teve de volta o afeto que sempre proporcionou nas aulas. Ele precisava voltar porque ele precisava receber esse amor. Eu acredito que esse era o justo pra ele", afirmou a médica.
Esposa quer projeto de lei
Silvana afirmou que quer chamar deputados pra propor um projeto de lei que proteja brasileiros que passam por esse tipo de situação no exterior.
"Precisamos de lei que nos protejam quando estamos em deslocamento. Não existe política de repatriação de brasileiros vivos. Só mortos, veja que absurdo. Que se cobre a mais em seguros pra haver em caixa dinheiro pra tratar brasileiros com dignidade. Ninguém escolhe passar pela dor que passamos", lamentou.
Wagner é professor em Limeira e Piracicaba
Acervo pessoal
O que diz o consulado
Em nota ao g1, o Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil na Cidade do México, informou que prestou "a assistência consular cabível". No entanto, não foi detalhada a assistência prestada.
"O atendimento consular prestado pelo estado brasileiro é feito a partir de contato do cidadão interessado ou, a depender do caso, de sua família. A atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional [...] Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros", acrescentou.
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