Polícia investiga se mãe presa após morte de bebê encontrado em rio sofria de depressão pós-parto

  • 20/02/2026
(Foto: Reprodução)
Corpo de bebê de 21 dias é encontrado no Rio Pardo em Águas de Santa Bárbara A Polícia Civil de Águas de Santa Bárbara (SP) vai investigar se Amanda Christina Batista Rodrigero, de 31 anos, presa na terça-feira (17), após entrar em um trecho do Rio Pardo, no município, carregando a filha recém-nascida, apresentava quadro de depressão pós-parto. A bebê, de 20 dias, foi encontrada morta na quinta-feira (19), às margens do rio. Segundo o delegado Paulo Sérgio Garcia, após a localização do corpo, o inquérito passou a apurar o caso como infanticídio, crime caracterizado quando a mãe mata o filho durante o parto ou logo após, sob a influência do estado puerperal. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Ainda de acordo com o delegado, a mulher afirmou que tentou resgatar a filha, mas não conseguiu. "No interrogatório, ela mencionou que, pela manhã, saiu com a filha e ouviu uma 'voz' dizendo que ela deveria se matar. Ela decidiu levar a criança junto e ingressou no rio. Acho que ela desistiu durante o trajeto, só que a água do rio é muito forte e levou a criança. Ela tentou reverter a situação indo atrás da criança, andou algo em torno de um quilômetro ou mais, chegando próximo à divisa do município de Óleo (SP), só que não conseguiu", detalha. O delegado disse ainda que a mulher relatou estar sofrendo de depressão pós-parto. Segundo ele, o marido de Amanda, que também prestou depoimento, mencionou que há histórico de suicídio na família dela. "Como já tinha um histórico de suicídio na família, ficaram preocupados após ela sair de casa pela manhã", explicou o delegado. Polícia investiga vídeo que mostra mãe entrando em rio com filha recém-nascida em Águas de Santa Bárbara (SP) Reprodução "Em decorrência da menção de depressão puerperal, então, a nossa tipificação e encerramento da investigação vai ser pela prática do infanticídio", completou. A pena para o crime de infanticídio, que está previsto no artigo 123 do Código Penal, é de dois a seis anos de detenção. De acordo com a Polícia Civil, o corpo da bebê foi localizado por bombeiros na região de desemboque da lagoa de tratamento, aproximadamente 1,5 quilômetro abaixo do trecho utilizado pela mãe para entrar no rio. A área foi preservada e passou por perícia. Após os exames periciais, o corpo foi liberado e encaminhado ao serviço funerário. Após ser presa na terça-feira, Amanda passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida para preventiva na tarde de quarta-feira (18). O g1 tenta contato com a defesa dela. Corpo de bebê recém-nascida que desapareceu após mãe entrar em rio é encontrado a 1,5 km do ponto onde mulher acessou a água Arte/g1 O caso Uma câmera de monitoramento de uma propriedade rural registrou o momento em que Amanda entra em um trecho do Rio Pardo carregando a filha nos braços. A bebê nasceu no dia 28 de janeiro. O Corpo de Bombeiros teve acesso às imagens que mostram a mulher caminhando às margens do rio e, em seguida, entrando na água com a criança. A corporação não divulgou o vídeo. Moradores viram a mulher dentro do rio e acionaram o Corpo de Bombeiros. Ela foi encontrada com vida em um trecho do Rio Pardo próximo à Ponte do Óleo, na cidade de Óleo, a aproximadamente 14 quilômetros de distância do local onde entrou. Ela foi retirada da água por dois moradores. Em seguida, foi encaminhada pelo Corpo de Bombeiros ao pronto-socorro. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2026/02/20/policia-investiga-se-mae-presa-apos-morte-de-bebe-encontrado-em-rio-sofria-de-depressao-pos-parto.ghtml


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