MP aponta legítima defesa, e Justiça arquiva caso de idoso que matou genro após ver agressão contra filha e neta

  • 20/01/2026
(Foto: Reprodução)
Caso foi investigado pela Polícia Civil de Americana Reprodução/Google Street View A Justiça de Americana (SP) homologou o pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e determinou o arquivamento de uma investigação contra o idoso que matou a facadas o genro após flagrar agressões contra a filha e a neta. A Justiça entendeu que o homem agiu em legítima defesa. Segundo o MP, a conduta do autor foi necessária, atual e proporcional, uma vez que o agressor, de 37 anos, sobre efeito de álcool e drogas, "instaurou quadro de agressão doméstica contra sua companheira e sua filha adolescente, com ameaças de morte inclusive a neto menor". "Os elementos probatórios não evidenciam excesso (doloso ou culposo). Todas as versões concordam que os golpes foram desferidos durante a combate, após investidas prévias e tentativa da própria vítima fatal de tomar o instrumento — quadro típico de reação defensiva sob forte restrição temporal", apontou o promotor Danilo Rodrigues Santana. "A resposta foi idônea e suficiente para neutralizar a agressão, e cessou tão logo esta foi debelada", completou Santana. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp A homologação do pedido de arquivamento pela Vara do Júri de Americana ocorreu na sexta-feira (16), e o g1 teve acesso ao documento na noite desta segunda (19). O caso ocorreu em janeiro de 2024. Em nota, o advogado Dinael de Souza Machado Júnior destacou que o idoso "agiu para defender sua filha, seus netos e, posteriormente, sua própria integridade física". "No decorrer das investigações, restou ainda mais demonstrado que a dinâmica desenvolveu-se de tal modo que o comportamento não poderia ser outro, razão pela qual a deliberação pelo arquivamento mostrou-se acertada, uma vez que restou plenamente caracterizada a legítima defesa, causa que exclui a ilicitude da conduta e, consequentemente, inviabiliza qualquer responsabilização criminal", afirmou o advogado de defesa. Relembre o caso Quais as diferenças entre o homicídio culposo e doloso? O caso aconteceu na rua João Rascovik, na noite de 18 de janeiro de 2024, e foi registrado pela Guarda Municipal de Americana. Segundo o relatado à Polícia Civil, testemunhas disseram que o homem morto teria agredido a companheira com tapas e a ameaçado de morte. "[O idoso] teria visto a filha ser agredida pelo companheiro, além de também ter ouvido ameaças proferidas por ele contra a vida da filha", diz trecho do boletim de ocorrência. Também consta no BO que a neta do idoso também teria sido ferida pelo homem no meio da rua. "O homem também passou a agredir a filha da companheira, de 15 anos, puxando-a pelos cabelos e a arremessando na sarjeta, quando teria, ainda, pisado no pescoço da adolescente, no que gritava que iria matá-la", diz o registro na delegacia. Nesse momento, diz o BO, o idoso teria "partido para cima" do homem com uma faca, atingindo-o nas costas e no tórax. "O homem tentou se evadir do local, mas o idoso o seguira, quando teria desferido outras facadas no peito daquele". A Guarda não conseguiu localizar o idoso após o crime, mas, segundo o advogado dele, Dinael Júnior, ele se apresentou no dia seguinte e prestou depoimento confirmando que viu a agressão contra a filha e a neta e dizendo ter agido em legítima defesa após entrar em luta corporal com o homem. O idoso foi liberado após prestar o depoimento à polícia, já que não havia mais flagrante, e respondeu ao caso em liberdade. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/01/20/mp-aponta-legitima-defesa-e-justica-arquiva-caso-de-idoso-que-matou-genro-apos-ver-agressao-contra-filha-e-neta.ghtml


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