Médico e advogado são esfaqueados após saírem do Metrô Higienópolis-Mackenzie; vítimas suspeitam de homofobia

  • 13/02/2026
(Foto: Reprodução)
Casal é esfaqueado ao sair do Metrô em SP Um médico de 28 anos e o namorado dele, um advogado de 27 anos, foram esfaqueados por um grupo de três homens, no último sábado (7), momentos após saírem da Estação do Metrô Higienópolis-Mackenzie, no Centro de São Paulo. Os agressores fugiram sem levar nada. O casal suspeita que tenha sido vítima de homofobia. O médico teve o pescoço cortado, o pulmão furado e precisou ser internado no Hospital das Clínicas (HC), onde coincidentemente faz residência em endocrinologia. Ele foi operado, ficou alguns dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e atualmente segue num quarto hospitalar, sem previsão de alta médica. "Seu estado de saúde é estável", informa trecho do comunicado do HC enviado ao g1. O advogado teve um corte na cabeça, tomou pontos e foi liberado no mesmo dia. Ele não quis falar com a equipe de reportagem. O ataque aconteceu em frente a um prédio na Rua da Consolação, a cerca de 30 metros da estação. Eles suspeitam que possam ter sido seguidos. Casal saiu do Metrô Higienópolis-Mackenzie e foi atacado em frente a prédio na Rua Consolação Kleber Tomaz/g1 O médico enviou um áudio ao g1 para contar o que ocorreu. "A gente pegou o metrô e desceu. É perto da minha casa a estação Higienópolis Mackenzie. A gente saiu da estação na Rua Consolação. Estava escura a rua, parece que a iluminação pública não estava funcionando. A gente começou a andar pela rua", disse. Segundo ele, havia bastante gente seguindo no mesmo sentido e, por volta de 30 metros depois da estação, ele ouviu o namorado gritar ao lado dele. Quando eu virei, ele tinha sido puxado para trás por alguém, eu não consegui ver se era mais de uma pessoa. Só sei que o homem que tava do lado dele me esfaqueou na região do pescoço. A gente não teve tempo de reação, nem de entender o que estava acontecendo. O médico contou que não foi anunciado assalto: "A gente não foi abordado em relação ao assalto. A gente até pensou na possibilidade de um ato de homofobia". Os dois foram socorridos policiais militares que passaram pelo local. "Eu já tava ficando muito cansado, eu tava realmente com dificuldade para respirar. Então, foi essencial que eles conseguiram me trazer rapidamente para cá", afirmou. O médico contou que passou por cirurgia para estancar o sangramento. "Teve lesão dessas duas veias, que é a veia jugular interna e a braquicefálica e lesão do pulmão à esquerda". Médico (à esquerda) teve região do pescoço cortada e pulmão perfurado por faca. O advogado (à direita) teve um corte na cabeça. Reprodução/Divulgação O caso foi registrado como tentativa de homicídio no plantão do 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins. A investigação será feita pelo 4º DP, Consolação. A delegacia busca câmeras de segurança que possam ter gravado o crime. A Polícia Civil tenta identificar e prender os agressores, que fugiram sem roubar nada das vítimas (saiba mais abaixo). Advogada das vítimas Por meio de nota, a advogada das vítimas, Ana Clara Valone, classificou o caso como um "grave ataque sofrido por dois jovens, vítimas de agressão mediante uso de instrumento perfurocortante, possivelmente arma branca, ocorrido enquanto retornavam de um passeio comum, sem qualquer indício de prática de crime patrimonial". "Diante da dinâmica dos fatos e da ausência de motivação aparente, não se descarta a hipótese de crime motivado por discriminação, inclusive por orientação sexual, circunstância que será devidamente apurada no curso das investigações", continua o comunicado. A advogada informou ainda que "acompanhará rigorosamente o andamento das investigações, com o objetivo de assegurar a responsabilização criminal dos envolvidos e a devida reparação às vítimas." O que diz a pasta da Segurança Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que "o caso é investigado pelo 4º Distrito Policial (Consolação), que instaurou inquérito policial." "A equipe da unidade permanece empenhada em diligências, na coleta de depoimentos das vítimas e testemunhas, analisa imagens e aguarda laudos periciais com o objetivo de identificar e responsabilizar os envolvidos no crime", informa o comunicado da SSP. O g1 procurou também a Via Quatro, concessionária que administra a Linha 4 Amarela, onde está a Estação Higienópolis-Mackenzie, para comentar o assunto e aguarda posicionamento.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/02/13/medico-e-advogado-sao-esfaqueados-apos-sairem-do-metro-higienopolis-mackenzie-vitimas-suspeitam-de-homofobia.ghtml


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