Funcionária é apontada pela polícia como responsável por queda de bebê recém-nascida em incubadora de hospital em Araçatuba
03/02/2026
(Foto: Reprodução) Polícia conclui inquérito que apurava queda de recém-nascida em UTI de Araçatuba
A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurava a queda de uma recém-nascida, à época com apenas cinco dias de vida, dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), na Santa Casa de Araçatuba (SP). O caso ocorreu em maio de 2025.
Na ocasião, a bebê sofreu traumatismo craniano, apresentou um coágulo no cérebro, mas conseguiu se recuperar e teve alta médica. Com o fim das investigações, a polícia responsabilizou uma funcionária da UTI pelo crime de lesão corporal culposa, ou seja, quando não há intenção.
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Entretanto, o crime é agravado pelo fato de o incidente ter acontecido durante o exercício da função. Em sua defesa, a mulher alegou que se ausentou da sala e, quando retornou, encontrou a criança no chão.
A produção da TV TEM procurou a administração do hospital para saber se a funcionária continua na unidade de saúde, mas não recebeu um posicionamento até a última atualização desta reportagem.
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UTI Pediátrica na Santa Casa de Araçatuba (SP)
Divulgação
A polícia também apurou que a funcionária não poderia ter se ausentado sem deixar ninguém na sala.
Inicialmente, a suspeita alegou que a recém-nascida teria caído após passar sozinha por uma das duas portinholas, que são pequenas aberturas usadas para manusear o bebê. Porém, um laudo pericial descartou essa hipótese.
Mesmo com a conclusão do inquérito, a polícia não conseguiu apurar com exatidão como foi a queda da bebê. A ausência de câmeras de monitoramento na sala onde o fato ocorreu dificultou as investigações. Duas possibilidades foram levantadas ao longo da elaboração do inquérito policial:
A funcionária deixou a criança cair no chão;
Ela deixou a incubadora aberta.
Normalmente, a porta da incubadora é destravada apenas para colocar o bebê dentro dela.
Santa Casa de Araçatuba (SP)
TV TEM / Felipe Nunes - Arquivo
O inquérito foi encaminhado pela polícia à Justiça. A partir de agora, caberá ao Ministério Público (MP) decidir se oferece ou não denúncia contra a funcionária.
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